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A Psicologia do Desenvolvimento tornou-se autónoma desde finais do séc. XIX, acompanhado a evolução da ciência e das várias perspectivas do desenvolvimento humano, em particular da criança. Vários autores utilizaram a noção de estádio nas suas teorias sobre o desenvolvimento humano: Erikson, Piaget, Bruner, Vigotsky e Freud..jpg)
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Cada estádio de desenvolvimento apresenta as suas próprias características, em etapas que pressupõem uma adaptação entre o sujeito e o meio, seguindo um padrão, numa sequência de capacidades que evoluem entre um estádio e outro, adaptadas a cada indivíduo. A vivência em cada estádio é importante para os seguintes, mas podem encontrar-se características referentes a um estádio, no anterior, ou no seguinte.
Foram desenvolvidas várias teorias, muitas delas serviram de base a mais investigações e a novas metodologias. O estudo do desenvolvimento humano continua a ser actualizado através de dados que surgem a cada nova investigação. As primeiras abordagens sobre desenvolvimento humano foram a maturacionista e a interaccionista:
- na primeira abordagem, Arnold Gesell perspectiva a importância do código genético, como poderá actuar após o nascimento e influenciar o desenvolvimento do indivíduo;
- na segunda abordagem, Piaget e Erikson revelam a importância do meio ambiente para além da hereditariedade, no desenvolvimento humano e nas suas diferentes etapas.
Através de teorias psicanalíticas: Erikson foi o primeiro a estruturar o desenvolvimento biopsicossocial do indivíduo em estádios; Freud evidenciou a evolução psicossexual.
Behavioristas como Watson e Skinner baseavam-se em métodos científicos rigorosos, dando particular relevo à experimentação e à relação entre estímulo e resposta.
Nas teorias cognitivistas, Jean Piaget refere as adaptações do indivíduo ao meio através de diferentes etapas, em que se vão desenvolvendo capacidades entre estádios.
Vygotsky destacou a interacção social na construção do desenvolvimento intelectual.
Os humanistas deram relevo à qualidade única da motivação humana, a capacidade de decidir por si. Maslow considerava que os humanos hierarquizam as suas necessidades.
Actualmente, numa perspectiva interaccionista e construtivista o indivíduo representa uma unidade biopsicossocial , considerando que o processo do desenvolvimento humano resulta da interacção de vários factores: biológicos, maturacionais, psicológicos, sociais, históricos e culturais.
B. 1 - O que explica estes ritmos diferentes de desenvolvimento nos seres vivos é a diferença das características de cada sistema biológico. As cargas genéticas desenvolvem-se de acordo com a espécie. Os mamíferos superiores desenvolvem-se mais rapidamente que a criança humana, mas também completam as suas capacidades muito mais cedo. Numa perspectiva interaccionista, o homem e os animais desenvolvem-se fisiologicamente também por influência do meio, desde a sua vida embrionária e por modificações, adaptações, envolvendo desde cedo uma organização temporal dos ritmos de vida.
2 - Os estudos de Goddard tentaram provar que as características psicológicas e de personalidade são determinadas pela influência duma pré-determinação genética para determinados comportamentos, permitindo à hereditariedade actuar sobre o indivíduo após o seu nascimento, sem a interferência de outros factores.
3 - A frase de Watson é reveladora da sua credibilidade em que o desenvolvimento humano e a aprendizagem eram geradas através do condicionamento de comportamentos. Behavioristas como ele consideravam o comportamento como resultado de um estímulo, em que o indivíduo age sem consciência.
4 – No caso dos defensores da hereditariedade, a criança só se desenvolve de acordo com as características genéticas herdadas. O que conseguiu aprender de novo é resultado duma predisposição genética, em que surgem algumas capacidades que ainda não tinham sido estimuladas.
No caso dos defensores do meio ambiente, a criança desenvolveu as suas capacidades de acordo com o contexto em que estava, do que os seus sentidos captavam, a forma de andar dos lobos, de comunicar, de comer, etc. Depois de encontrada, o factor tempo ganha particular relevância porque as etapas da infância onde se desenvolvem a maior parte das aprendizagens do ser humano já tinham passado, limitando novas aquisições.
5 – A maior influência no processo de aprendizagem é a “nurture” porque o indivíduo desenvolve as suas capacidades de acordo com o contexto em que cresce. O facto de ter mais ou menos capacidades não é determinado pela hereditariedade, mas através da interacção com o meio envolvente. A estimulação das suas competências motoras e cognitivas, permitirá novas aquisições ao longo das várias etapas do crescimento.
6 – 1. concordo; 2. concordo; 3. concordo muito; 4 . concordo; 5. discordo; 6 . concordo
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