domingo, 5 de maio de 2013

Gardner e as Inteligências Múltiplas

Howard Gardner foi um dos autores mais importantes que ouvi falar pela primeira vez no 1º ano (curso de Técnica em  Educação), na Unidade Curricular "Princípios de Didáctica".

Este ano tive oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre a sua Teoria das Inteligências Múltiplas (Gardner, 1982), o interesse pelas actividades multidisciplinares levaram-me à criação de exercícios escritos neste blogue que podem ser desenvolvidos com as crianças no ensino não formal e em salas de aula para promover a diversidade cultural e racial.

 A primeira actividade ajuda a desenvolver a destreza manual, a capacidade de inventar, de desenvolver frases, de utilizar o computador, ao mesmo tempo que a criança ganha noção espacial.

Actividade 1 - Cria a tua história num CUBO DE CARTÃO:


1º) Cria o desenho no computador juntando quadrados e linhas, conforme o que está nesta página.

2º) Passa o desenho para um cartão de embalagem dos cereais que tens em casa.
3º) Podes decorar as várias faces do cubo com palavras e desenhos.
4º) Troca ideias com os colegas do grupo e escreve mensagens nas faces do cubo.
5º) Recorta à volta das linhas completas de fora.
6º) Dobra com a ajuda de uma régua os espaços a tracejado para conseguires
     dar forma ao cubo.
7º) Coloca cola nos espaços à volta do quadrado da direita, do quadrado da esquerda e do quadrado em baixo para unires no final.

No final estarão prontos vários cubos todos diferentes, cada grupo pode contar a história do seu cubo, desenvolvendo as suas capacidades verbais.

Sugestões: Pode ser utilizado para várias temáticas - Estudo do Meio, natureza, história, geografia (diversidade das culturas e dos povos - respeito pelos colegas de diferentes etnias).

A utilização do computador pode ajudar nesta actividade para facilitar a aprendizagem das várias inteligências múltiplas.

Podemos melhorar as competências de noção espacial ao criar formas geométricas no computador. Podemos desenvolver as competências interpessoais, ao colocar um grupo de crianças de várias culturas a trabalhar em conjunto.

No final pretende-se que todos se sintam realizados com o trabalho, tenham aprendido as várias temáticas abordadas na sala de aula. O ideal é que voltem a fazê-lo noutras sessões mais à frente para se lembrarem do que fizeram anteriormente.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

E-Fólio C


1 -A nossa instituição pretende desenvolver projectos para a integração dos jovens adultos na sociedade e no mercado de trabalho com o objectivo de ir ao encontro das suas principais necessidades:

• Desenvolver a autonomia
• Desenvolver a capacidade de organização
• Fazer uma carreira profissional
• Desenvolver a auto-estima
• Satisfazer as suas competências e capacidades de trabalhar em grupo

As necessidades deste grupo etário estão relacionadas com o seu futuro e com o papel que poderão desempenhar na sociedade, tendo em conta que nos encontramos num período crítico com decréscimo dos postos de trabalho.

Os jovens adultos atingem as suas principais potencialidades entre os 25 e os 30 anos, é nesta fase que acontece se dá uma grande evolução, a nível físico (mais força, resistência e vivacidade). Para além das transformações de aparência física, ocorrem outras como as dos papéis sociais e das capacidades intelectuais, que se podem desenvolver através das relações pessoais, interpessoais, sociais e culturais. O contexto em que os jovens adultos convivem poderá reflectir-se na sua personalidade, na aquisição de identidade e de maturidade.

Muitos jovens, antes de começarem a trabalhar, passam por mudanças significativas a nível emocional (sentimental) e social durante o tempo que frequentam o ensino superior através das relações que estabelecem entre os seus pares e professores. Vivem experiências que os podem preparar para trabalhar em grupo, hoje cada vez mais importante no mercado de trabalho.

Se o jovem adulto tiver a possibilidade de progredir nas suas ocupações (estudos, profissão) pode desenvolver responsabilidades e estabelecer prioridades, tanto a nível pessoal como profissional.

Na fase entre os 25 e os 30 anos, os jovens adultos pretendem desenvolver a sua autonomia e tornarem-se competentes. Querem ser independentes financeiramente e criar condições para desenvolver os seus objectivos. É frequente ver hoje muitos jovens adultos já licenciados que trabalham, alguns com a sua própria casa e família, no entanto, tentam criar melhores condições para si e suas famílias. Pretendem desenvolver mais as suas potencialidades, através da aquisição de mais conhecimento continuando a estudar, a tirar mestrados e pós-graduações.

A satisfação profissional é fundamental nesta faixa etária, para que se possa valorizar enquanto parte integrante da sociedade, reflectindo-se na sua vida familiar e nas relações com os outros.
“(…) o conceito que o indivíduo tem de si próprio está intimamente ligado à sua ocupação profissional(…)” (Tavares,2007,p.86)

A sua identidade será formada pela interligação de todas as experiências que vivência, na vida profissional, na sua vida amorosa, nas relações que estabelece com os outros (amigos, colegas, familiares, companheiros), vai ter a possibilidade de adquirir maturidade e conhecimento de diversas situações que lhe vão permitir compreender diversas realidades e ser mais ponderado e compreensivo com os outros.

2 – A Velhice:
http://www.slideshare.net/secret/epn9IxtdA1cMqJ

3- Mapa conceptual: Factores de Risco e Factores de Protecção
http://www.slideshare.net/secret/sIP1IVsdxHHTD

Bibliografia:
Tavares e tal. (2007). Manual de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem, Porto Editora

sábado, 1 de maio de 2010

E-Fólio B (Ficha de leitura)




Ficha de Leitura

“Factores de risco e factores de protecção ao desenvolvimento infantil: uma revisão da área”Autores: Joviane Marcondelli Dias Maia - Universidade Federal de São Carlos
Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams – Universidade Federal de São Carlos

Introdução:

O presente resumo refere o impacto dos factores de risco no desenvolvimento da criança e do adolescente. São identificados alguns factores de risco e de protecção, assim como a importância da afectividade no desenvolvimento do indivíduo e a formação da identidade.

O desenvolvimento do indivíduo depende de uma multiplicidade de aspectos internos (factores biológicos) e externos (factores ambientais) que podem causar impressões positivas ou negativas na sua vida, quer seja na saúde, no seu bem-estar ou na sua vida social. Actualmente existe maior preocupação com a protecção das crianças e adolescentes. Está prevista na lei a obrigatoriedade dos profissionais de educação em denunciar casos que envolvam a suspeita, ou a confirmação de maus tratos.

Factores de risco:

Existem várias condições a que as crianças e adolescentes podem estar expostos durante a formação da sua personalidade, tais como: a negligência, violência física, violência psicológica. Os profissionais que trabalham com estas faixas etárias devem conhecer quais são os factores de risco e os transtornos que podem causar no desenvolvimento. Importa também que conheçam os factores de protecção, para compreenderem, poderem ajudar a desenvolver a resolução de problemas e promover a auto-estima nas crianças em risco.

De acordo com Reppold, Pacheco,Bardagi, Hutz (2002) os factores de risco são condições que podem influenciar a saúde e o comportamento social do indivíduo de forma prejudicial. Também Ramey e Ramey (1998) referem que os distúrbios no desenvolvimento podem ocorrer mais facilmente em crianças expostas a determinadas condições biológicas e ambientais pouco favoráveis ao seu desenvolvimento.
Segundo Garmezy (1985) os factores de risco aumentam a probabilidade da criança desenvolver uma desordem emocional ou comportamental. Esses factores podem ser de origem genética da criança, da sua família, do ambiente em que a criança se desenvolve.

O abuso, a violência e a negligência têm impacto negativo na vida da criança podendo comprometer o seu desenvolvimento. De acordo com Barnet (1997), esses factores de risco estão associados à psicopatologia do desenvolvimento, causam efeitos negativos que podem abranger várias áreas do desenvolvimento humano: cognição, linguagem, desempenho académico e desenvolvimento sócio-emocional. Quando existem maus tratos, reflectem-se nas competências e na afectividade da criança. Segundo Bandura (1976), a observação de comportamentos violentos pode servir de modelo para crianças que crescem em lares de ambiente hostil , onde aprendem a comportar-se de forma agressiva nas interacções sociais .

Autores como Piaget, Freud e Erikson referiram nos seus estudos a importância da criança na família e na sociedade. Consideraram a infância como o período em que se desenvolvem capacidades cognitivas e sociais. (Tavares, 2007, pág.63)

Relativamente a crianças que vivem em ambientes de pobreza, expostas a situações de risco, como a falta de cuidados primários (alimentação, higiene, etc), os trabalhos de Egeland e de Hiester (1995) vieram demonstrar que crianças que pertencem a meios sociais desfavorecidos desenvolvem-se mais na creche que no ambiente familiar porque são mais estimuladas que em casa. (Golse, 2005, pág. 297)

Factores de protecção:

Para além da socialização no seio familiar, a escola também deve promover a socialização, dando todos os cuidados necessários ao desenvolvimento da criança e da sua identidade. De acordo com Rutter (1985), existem factores de protecção que podem ser considerados como risco ambiental, pelo facto de haver crianças que sendo muito protegidas, são consideradas “mal adaptadas”, pois demonstram poucas habilidades (competências) para a idade que têm.

Mas regra geral, os factores de protecção têm influência positiva nos indivíduos, principalmente nos primeiros anos de vida, mesmo nos que são expostos a ambientes hostis. De acordo com Hutz, Koller e Bandeira (1996, apud Reppold e tal., 2002) esses indivíduos não apresentam comportamentos de risco e actos violentos.

Winnicott considerou fundamental a forma como a criança é tratada desde o nascimento. O cuidado da mãe, a forma de pegar, está na base de todos os aspectos mais complexos. O “holding” é também a forma de proteger a criança de experiências angustiantes que possam ser sentidas e será determinante no processo de maturação que constitui o Ego de cada indivíduo, assim como a “capacidade de estar só” consigo próprio. (Golse, 2005, pág.94))

Desenvolvimento psicossocial:

A família é responsável pela socialização da criança, onde a criança começa a desenvolver-se: aprende a falar, a andar, a comer e a relacionar-se. De acordo com Bee (1995) é nesse ambiente que “a criança adquire comportamentos, habilidades e valores apropriados e desejáveis à sua cultura.”. Os pais têm um papel socializador, conforme Gomide (2003), servem-se de estratégias e técnicas para orientarem os comportamentos dos filhos, referidas como “práticas educativas parentais” que poderão desenvolver comportamentos pró sociais ou anti-sociais, depende da intensidade com que usam essas práticas.

Para Guralnick (1998) a interacção da família com a criança, garantindo a sua saúde e bem estar é fundamental para o desenvolvimento da mesma. A autora Werner (1998) revela a importância da segurança e da coerência na vida da criança. Refere ainda como factores de protecção a escola e os amigos por se destacarem como “suporte emocional”, assim como a importância dos professores por poderem ser um modelo de identificação pessoal para crianças de risco.

Segundo Erikson, o contexto social é relevante para o desenvolvimento da criança, depende da interacção com a família e com o ambiente social. A identidade pessoal e cultural constrói-se nos primeiros anos, através da vivência de múltiplas emoções que serão integradas na sua personalidade. (Tavares, 2007, pág 55)
“A crise da identidade é o seu conceito mais conhecido (Erikson, 1968), referindo-se à luta interior do adolescente pela definição de si próprio.” (Kendler, 1974 ,pág.941).

É uma luta contra o isolamento na juventude, onde se reúnem todas as vivências, exigindo o desenvolvimento das potencialidades do jovem para se tornar adulto, de crescer com objectivos do que quer ser e do que pretende fazer na vida, pessoalmente/profissionalmente. A maturidade está associada à estabilidade, à autonomia e à integridade da apreensão da realidade. Os progressos estão relacionados com os estádios de desenvolvimento, verificando-se a evolução ao longo do tempo.

Bibliografia:TAVARES, José, “Manual de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem”, Porto, Porto Editora, 2007
GOLSE, Bernard, “O Desenvolvimento afectivo e intelectual da criança”, Lisboa, Climepsi Editores, 2005
KENDLER, Howard, “Introdução à Psicologia” II volume, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian , 1974
Artigo 1: “Factores de Risco e Factores de Protecção ao Desenvolvimento infantil” http://www.sbponline.org.br/revista2/vol13n2/v13n2a03t.htm
(Temas em Psicologia – 2005, volume 13, número 2” (ISSN 1413-389X))

http://www.voki.com/php/viewmessage/?chsm=a94f9291a4094217306d240c50c5ccda&mId=456110

quinta-feira, 18 de março de 2010

O Processo de Aprendizagem

Resposta à questão B.1 a) como concebe o processo de aprendizagem.

A aprendizagem inicia-se desde os primeiros contactos com a mãe, através da interaccão do bébé com a mãe, do carinho que ela lhe proporciona, da satisfação das necessidades e solicitações do bébé, que continuará a desenvolver-se quer através desse contacto familiar, quer do contacto com o meio ambiente que o rodeia.

O processo da aprendizagem acontece ao longo de toda a vida, também pela vivência com os outros, pelo desenvolvimento cognitivo que permitirá maior desempenho das capacidades linguísticas e motoras.

C) 1- Três ideias do senso comum


Refira três ideias do senso comum que sejam incorrectas sobre as características do desenvolvimento humano. Explique as razões pelas quais essas ideias são consideradas inadequadas:

- A ideia de que a hereditariedade é factor determinante para o desenvolvimento do indivíduo, como se a inteligência, as capacidades cognitivas estivessem dependentes dos genes herdados pelos seus progenitores. Essa ideia é inadequada porque existem vários factores que podem influenciar o desenvolvimento do sujeito, como por exemplo: os cuidados que recebe dos seus educadores, o facto de ser amado e de crescer num ambiente propício à harmonia.




- outra ideia é a de que as crianças de determinado meio social, como por exemplo, nas classes mais baixas têm menos capacidades de aprender do que as de classes mais previligiadas. É uma ideia baseada no preconceito,todas as crianças mesmo vivendo debaixo do mesmo tecto têm as suas próprias características e capacidades cognitivas. Cabe aos responsáveis pela Ëducação¨criar condições para poder dar a todos as mesmas possibilidades educativas, a democratização do ensino para os povos mais carenciados.



-¨burro velho, não aprende línguas¨, a ideia de que o indivíduo já não consegue aprender a partir de determinada idade, como se as suas capacidades intelectuais se esgotassem com o tempo.
É uma ideia errada que é posta de lado cada vez mais. Hoje em dia vemos pessoas com mais de 50 anos a estudar, idosos interessados em aprender a utilizar as novas tecnologias e a frequentarem escolas que durante toda a vida laboral nunca tiveram oportunidade. A aprendizagem e o desenvolvimento do indivíduo decorre durante toda a vida, vai desde o nascimento até à sua morte.

C) Ideias sobre Desenvolvimento Humano - questão 3


Resposta à questão 3 sobre "Ideias de Desenvolvimento Humano"

3.Para a construção de uma biblioteca de recursos da turma nesta unidade curricular, dê o seu contributo com a referência de ... um filme, ...ou outro material que considere interessante.


A necessidade do homem se relacionar é uma constante no filme "Náufrago", protagonizado por Tom Hanks.
A forma que ele encontra de comunicar com alguém, neste caso a bola, o seu amigo, companheiro com quem partilha alegrias e tristezas. Esta personagem (fabulosa) desenha um rosto na bola para lhe dar personificação.


O profundo sentimento que mantem com esse "sujeito" (a bola) é revelado no momento em que os dois se separam.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Importância da Psicologia do Desenvolvimento para o Técnico de Educação


Resposta à questão 4 de "Ideias sobre o Desenvolvimento Humano": Elabore uma entrada no seu Blogue em que explique o contributo da psicologia do desenvolvimento para o seu trabalho como técnico de educação.

A Psicologia do Desenvolvimento é essencial à compreensão do homem e às relações interpessoais.


O técnico de educação deve conhecer o ser humano e todas as etapas do seu desenvolvimento para poder adequar o ensino às capacidades de cada aluno

Se interage com crianças, deve saber reconhecer as diferentes etapas, ou estádios de desenvolvimento cognitivo (Piaget,p.118: Manual de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem)para adequar o ensino às capacidades já adquiridas e às competências a desenvolver.

Se o seu trabalho inclui alunos com necessidades especiais deve servir-se de material de apoio e da ajuda de profissionais como terapeutas ocupacionais, terapeutas da fala, psicólogos para poder ajudar a desenvolver as capacidades que têm potencialidades.

Se faz um trabalho com adultos ou idosos deve saber identificar as problemáticas que fazem parte do seu dia a dia, para que o espaço e tempo de aprendizagem seja agradável e permita ajudar a superar dificuldades do dia-a-dia.